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Por que o Rio de Janeiro tem duas imprensas oficiais, uma municipal e outra estadual?
A explicação é simples. Quando a Capital Federal foi transferida para Brasília,
em 1960, a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro foi transformada em mais uma
unidade da federação, com o nome de Estado da Guanabara e, como os demais estados,
passou a ter o seu próprio diário oficial, o D.O. RIO, surgindo, assim, a Imprensa
Oficial do Estado da Guanabara. O Estado do Rio continuou com a sua Imprensa Oficial
sediada na capital fluminense, Niterói.
Esse quadro se manteve até 1975, quando Guanabara e Rio de Janeiro foram fundidos
em um só Estado e a capital foi transferida de Niterói para o novo município do
Rio de Janeiro, passando o D.O. RIO a ser parte integrante do Diário Oficial do
Estado, que continuou sendo editado em Niterói, onde até hoje funciona a Imprensa
Oficial do Estado. A desvinculação dos diários oficiais ocorreu em 1987, voltando
o D.O. RIO a ser editado pelo Departamento Geral da Imprensa Oficial (DGIO) que
tinha sido criado em 1975, junto com o município do Rio de Janeiro.
Em 1922 a Câmara Municipal aprovou uma lei transformando o DGIO em sociedade
anônima, nascendo a Empresa Municipal de Artes Gráficas S/A – IMPRENSA DA CIDADE,
que funciona no bairro de São Cristóvão, junto ao Museu Nacional, antiga residência
do Imperador Pedro II, cenário de grandes acontecimentos de nossa história.
A primeira municipal
Com a responsabilidade de executar a produção de todas as necessidades de serviços
gráficos de 54 órgãos municipais de administração direta, indireta e fundacional,
a IMPRENSA DA CIDADE, que foi a primeira imprensa oficial de nível municipal, edita
o Diário Oficial do Município e seus suplementos.
A Empresa produz, ainda, a versão eletrônica do D.O., disponibilizado para todos
os órgãos da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro pela Intranet, e de fácil acesso
também, a qualquer usuário de Internet através do site da Prefeitura.
Além do Diário Oficial são produzidos livros, folhetos, folderes, boletins, cartazes
e impressos destinados às escolas e hospitais municipais e ao funcionamento de todos
os serviços do município. O maior volume de impressos se destina à Secretaria Municipal
de Saúde.
No atual governo do município, a partir de 2001, a IMPRENSA DA CIDADE passou
por uma reforma administrativa que atualizou sua estrutura às suas reais necessidades,
modernizou a produção do Diário Oficial desde a sua pré-impressão, estando todas
as fases digitalizadas, implantou um sistema de manutenção preventiva em suas máquinas
industriais, um sistema de programação e controle de produção, um sistema de contabilidade
de custos por ordem de produção. Modernizou, também, seus equipamentos de microcomputadores
e servidores e, pelos módulos do Sistema Calcgraf, produz relatórios gerenciais
para controle e tomada de decisões.
Além disso, contratou consultoria para levantamento do atual sistema de produção
e diagnóstico dos investimentos nesta área, de forma a nos orientar ao atendimento
de nossos clientes com eficácia e produtividade.
Em relação às receitas, nos voltamos para o mercado de publicação de terceiros,
atuando de forma mais agressiva, conseguindo nos primeiros dois anos, aumentar estas
receitas em 400%.
Excluídos pela Lei das S.A. das publicações legais, estamos sempre procurando
de maneira criativa e dentro da lei, buscar mercados alternativos, para ficarmos
independentes dos clientes municipais de serviços gráficos.
Bolsas de aprendizado
A IMPRENSA DA CIDADE desenvolve efetiva ação social representada pelos programas
de bolsas de aprendizado para menores desabrigados e carentes, pelos quais já passaram
mais de 700 meninos e meninas. Atualmente o programa contempla 47 menores que obtêm
noções básicas da profissão gráfica, aprendem a operar microcomputadores e desenvolvem
tarefas administrativas do cotidiano empresarial.
Esses programas são conduzidos em parceria com a Arquidiocese do Rio de Janeiro,
com a Secretaria Municipal de desenvolvimento Social e com a FUNLAR – Fundação Lar
Escola São Francisco.
Os aprendizes que alcançam bom desempenho, dependendo da disponibilidade de vagas,
ingressam no quadro de empregados da IMPRENSA DA CIDADE ou são encaminhados para
outras empresas.
Modernização do Diário Oficial
Desde o início do atual governo, o Diário Oficial ganhou uma nova diagramação
moderna que implantamos em conjunto com a Secretaria Especial de Comunicação Social
e a Secretaria Municipal de Governo, e capa jornalística-informativa, com informações
e comentários dos atos publicados no Diário oficial.
Fomos a primeira Imprensa Oficial a publicar a capa e contracapa coloridas, incentivando
e tornando mais atrativa a sua leitura.
Produzimos o tablóide Rio-Estudos destinado a publicações de matérias de interesse
público, principalmente para o meio acadêmico, o tablóide semanal A Prefeitura,
sobre as principais realizações, projetos de todas as áreas da Prefeitura e o tablóide
mensal A Prefeitura com tiragem de 260.000 exemplares por regiões administrativas
do município.
A Empresa Municipal de Artes Gráficas é uma sociedade anônima jurisdicionada
à Secretaria Municipal de Governo da Cidade do Rio de Janeiro. Seu quadro de empregados
é de 108 profissionais, com a seguinte distribuição por atividade: Industrial –
48; Administrativa – 41; Financeira – 19. O total de estagiários, conforme citado
anteriormente, é de 47 menores.
A grandiosidade do Rio de Janeiro
A existência de uma imprensa oficial própria justifica-se ainda pela grandiosidade
do Rio de Janeiro, que é a terceira cidade mais populosa da América Latina e a segunda
do País. É, também, a quarta no ranking de concentração metropolitana, a segunda
maior arrecadação entre os 5.500 municípios brasileiros e o segundo maior colégio
eleitoral municipal brasileiro, com mais de 4 milhões de eleitores. Por ser também
a capital do Estado, a cidade é centro das decisões na esfera estadual.
Mas é no conjunto da economia que o Rio exibe seu caráter de metrópole global
– cidade de serviços, centro vivo de comércio nacional e internacional, celeiro
de inovação tecnológica, com extensa rede de empresas de pequeno e médio portes,
grandes corporações e forte mercado consumidor.
Além de ser a primeira cidade do País a ter sua própria imprensa oficial, o Rio
de Janeiro também sai, freqüentemente, à frente em iniciativas que acabam servindo
de referência para os demais municípios. Foi o Rio, por exemplo, o primeiro município
do Brasil a criar uma controladoria para acompanhar a execução dos gastos, auditar
as contas dos administradores e elaborar o balanço da Prefeitura.
Fonte:
Associação Brasileira de
Imprensas Oficiais
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