|
A Imprensa Oficial do Amapá nasceu no prédio da antiga Intendência, na Avenida
Mário Cruz. Ali foram dados os primeiros passos para se chegar ao estágio atual.
O Jornal Amapá marca esse período, trazendo em seu editorial de primeira página
o ressurgimento definitivo da imprensa na região.
Nos porões da velha Intendência existia uma pequena tipografia, montada e dirigida
pelo jornalista Paulo Eleutério Cavalcanti de Albuquerque, diretor do Serviço de
Imprensa e Propaganda do Território do Amapá – SIP. Dali mudou-se para a centenária
Fortaleza de São José de Macapá.
A grande dificuldade no funcionamento da gráfica – espaço físico, transporte
de papéis e materiais e o difícil acesso às dependências da Fortaleza – provocou
uma nova mudança, desta vez para o Ginásio de Macapá, onde funcionou até o término
das obras do atual prédio da Imprensa Oficial.
O Jornal Amapá foi cumprindo sua missão como podia. Tinha uma tiragem de 200
exemplares por semana, em edição que quase nunca passava de quatro páginas. Nelas,
além de artigos de fundo e dos atos administrativos, divulgava, ainda, notas sociais,
culturais e esportivas.
A criação do Diário Oficial
Em 24 de julho de 1964, o governador Luiz Mendes da Silva assina o Decreto no
1, criando o Diário Oficial do Amapá, subordinado à Secretaria da Administração.
Sua primeira edição circula na segunda-feira seguinte, dia 27 de julho de 1964.
De 1965 ao primeiro semestre de 1968 o D.O. não apresenta grandes mudanças, nem
no conteúdo nem forma de divulgação. Mas, em 1o de julho de 1968 apresenta nova
estrutura gráfica, buscando acompanhar o progresso do Território Federal, administrado
então pelo governador Ivanhoé Gonçalves Martins.
Com a denominação alterada para Novo Amapá, o jornal oficial do governo, muda
a linha editorial comandada pelo jornalista Sillas Ribeiro de Assis, como diretor;
Alcy Araújo Cavalcante, como secretário; e Wilson Pontes de Sena, como chefe das
oficinas.
O jornal circulava então com seis páginas em cada edição. Cria novas seções e
é impresso em máquina tipográfica Prelo Catu, hoje com destino ignorado.
Apesar das dificuldades naturais, a Imprensa Oficial continua acompanhando a
evolução tecnológica. Em 1979 introduz o sistema offset na impressão do jornal,
adquire equipamentos de laboratório e uma impressora Solna 125, de formato meia
folha.
Os novos tempos
Em 1991, substitui as máquinas de datilografia, elétricas, por equipamentos mais
sofisticados, montando a sua fotocomposição.
No final do primeiro semestre do século passado, o governador João Alberto Rodrigues
Capibaribe, assina o Decreto no 1.780, de 2 de junho de 2000, regulamentando o Departamento
de Imprensa Oficial do Estado do Amapá com a competência de “coordenar, controlar
a execução das atividades relativas à edição do Diário Oficial do Estado, destinados
aos Órgãos do Governo, e supletivamente, a particulares, bem como, participar da
difusão e desenvolvimento das atividades do Estado”.
Em janeiro último o jornal passa a circular com novo lay-out, que lhe confere
maior leveza e melhor visualização.
Um recente convênio, celebrado entre a Secretaria de Estado da Administração
do Amapá e a Empresa de Processamento de Dados do Amapá – PRODAP, permite tornar
disponível o Diário Oficial pela internet.
O Grupo de Atividade de Arquivo/DA/DIO, hoje gerenciado por Cléo Penaforte Ferreira,
reorganiza seu Arquivo, buscando modernidade e preservação adequada aos atos que
fazem a história do Estado e a cultura de seu povo.
Fonte:
Associação Brasileira de
Imprensas Oficiais
|