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Imprensa Oficial é uma Autarquia responsável pela publicação do Diário Oficial
“Minas Gerais”, e pela produção de impressos e documentos técnicos e publicações
em geral para os órgãos e entidades do Governo de Minas e para terceiros. Em cumprimento
a diretrizes estatutárias também promove edições de natureza cultural.
Seu principal produto, “Minas Gerais”, é um jornal de caráter oficial para divulgação
de atos do governo, decretos e regulamentos que devam ter execução no Estado, compreendendo
os seguintes cadernos: O Noticiário; Diário do Executivo ; Diário do Legislativo;
Diário do Judiciário e ainda Publicações de Terceiros.
Cem Anos de História
FUNDAÇÃO - A fundação da Imprensa Oficial acontece em Ouro Preto, então capital
do Estado, na atmosfera política e cultural que reinava no século XIX. Naquela época
publicava-se pelas tipografias lusas ou cariocas, devidamente licenciadas.
A idéia de lançar o Diário Oficial em Minas Gerais é bem antiga, localizando-se
na raiz do 2o Império, e arrastando-se desde o reinado de D. Pedro I. Uma oficina
tipográfica e editora autorizada pela realeza já era reclamada em 1824 como porta
voz legítima dos atos dos administradores da Província - dois anos após os acontecimentos
políticos ligados à Proclamação da Independência. Em 8 de abril de 1822 o major
Luiz Maria da Silva Pinto propõe um plano para a instalação da primeira tipografia
oficial do Estado, além da publicação de uma Folha como porta-voz dos atos governamentais.
Compra-se então, no Rio de Janeiro, uma pequena gráfica que, instalada em Vila
Rica, é enriquecida por José Vicente Ferreira com matrizes e tipos fundidos no local.
O próprio major foi o principal impressor de Ouro Preto durante vários anos, tornando-se
o administrador do real estabelecimento.
A gráfica real estréia tipos e prelos com a produção dos impressos avulsos do
poder oficial da Capitania e das diversas repartições públicas, além de papéis de
encomenda particular.
Em 6 de novembro de 1891, por meio da Lei No 8, nas dependências provisórias
do antigo Palácio dos Governadores (hoje sede da Escola de Minas e Metalurgia em
Ouro Preto), implanta-se a Imprensa Oficial de Minas Gerais, sendo Presidente do
Estado Francisco Faria Alvim.
O primeiro “Minas Gerais” foi marcado pela insuficiência de recursos, caracterizada
pelas instalações precárias e falta de infra-estrutura técnica da época. Diante
das dificuldades encontradas, principalmente frente à grave contenção econômica
e falta de pessoal, o Governo viu-se obrigado a contratar técnicos, artistas e mestres-salas
junto à Imprensa Nacional do Rio de Janeiro. Assim, finalmente a 21 de abril de
1892, a publicação do “Minas Gerais” e dos impressos oficiais se regularizaram,
coincidindo também com a data do centenário do martírio de Tiradentes.
Entre 1892 e 1897 havia poucos artífices e aprendizes de tipografia, que sonhavam
com a chegada das máquinas impressoras com linotipos. Era a época de instabilidade
política e econômica do primeiro período republicano, em que se iniciaram os debates
sobre a mudança da Capital do Estado para o sítio de Curral del Rei. Em 1896, quatro
anos depois do lançamento do “Minas Gerais” – e quatro antes do alvorecer do novo
século – o governo decide-se pela transferência da Imprensa Oficial para a Cidade
de Minas, atual Belo Horizonte.
A evolução das artes gráficas e das comunicações encontra na nova capital recursos
adequados tais como rede elétrica e telefonia, além da indispensável ligação entre
a Europa e o Rio de Janeiro por meio de cabos telegráficos submarinos, fundamental
para a captação do noticiário internacional; em contrapartida, encontra dificuldades
devido à crise dos altos custos do papel importado.
A Folha governamental foi instalada em sede própria, na antiga Avenida Paraopeba,
hoje Avenida Augusto de Lima.
Linotipo
Em 1914, o órgão oficial abre espaço para a introdução da Linotipia (sistema
de matrizes que, após agrupadas, servem para fundir uma linha de chumbo contendo
todos os caracteres que foram previamente registrados no teclado), graças à insistência
de Leon Rossouliére, autor de uma série de inovações técnicas e administrativas,
sob o título “Projeto da Nova Imprensa”. Em conseqüência da Grande Guerra (1914
- 1918) e ainda pela crise de papel, o jornal passa por inesperados reveses, somados
à demora na instalação das novas máquinas de linotipos.
A introdução dessas máquinas na Imprensa Oficial significou a troca da tipografia
manual pela mecânica, propiciando rendimento muito maior com muito mais qualidade.
Suplemento literário
Em 1966 estréia o “Suplemento Literário”, sistema de publicação que antigamente
havia sido utilizado com alteração do feitio do jornal, ou seja, em caderno separado
que refletia a produção cultural estadual. Passaram pela casa, ali encontrando abrigo
seguro e deixando sua marca impressa, redatores, ensaístas, pensadores, romancistas,
prosadores e poetas de criatividade incomum como Drumond, Juscelino Kubitschek,
Eduardo Frieiro, Emílio Moura, Cyro dos Anjos, Moacir de Andrade, José Guimarães
Alves, Murilo Rubião, Mário Matos, Vivaldi Moreira e muitos outros. Em maio de 1969,
com a edição da Lei No 5.189, iniciam-se as publicações de mais dois periódicos
- Suplemento Rural e Revista Minas Gerais, que durante muito tempo brindaram os
leitores com excelentes matérias, além de belíssimas fotografias que mostraram os
encantos mineiros.
Offset
Mais tarde, no ano de 1974, iniciam-se avaliações técnicas para implantação de
novo sistema em seu parque gráfico, baseadas em tecnologia européia, especificamente
alemã, e culminando com a doação do projeto de impressão em offset. O primeiro caderno
impresso em offset foi o “Suplemento Literário” de 6 de setembro de 1980, seguido
do caderno de “Publicações de Terceiros”, parte III do “Minas Gerais”, em 21 de
fevereiro de 1981.
Mudança
Da linotipia ao processo de impressão offset e, recentemente, com outros investimentos
fundamentais tais como a sistematização e informatização dos processos de trabalho,
a reciclagem e o aprimoramento profissional, o “Minas Gerais” escreve uma história
que deixa a marca de um ritmo crescente e plural. Sendo o único jornal, ou quase
único, que circula em todos os municípios mineiros, as páginas do “Minas Gerais”
levam até seus usuários a mais clara transparência dos atos administrativos dos
Poderes Públicos e os traços mais preciosos da cultura mineira – ao lado da ampla
informação parlamentar, legislativa e judiciária.
Habilitação Ocupacional / Portadores de Deficiências
Desde 1967 a Imprensa Oficial abriga em seu quadro servidores portadores de necessidades
especiais. Em 1973 oficializou o trabalho destes servidores em suas oficinas, principalmente
no acabamento de serviços gráficos. Atualmente, conta com 21 deles, alguns deles
verdadeiras revelações de competência e desempenho, notáveis nas atividades exercidas,
logrando mesmo, com a utilização de computadores, acompanhar o processo de modernização.
A Imprensa Oficial Hoje
Em janeiro de 1993 a Imprensa Oficial ganhou autonomia administrativa e financeira,
ao tornar-se uma Autarquia. Em março do mesmo ano iniciou-se a reforma física do
prédio. Hoje, suas instalações oferecem ambientes adequados às finalidades a que
se destinam – fato que aumentou notavelmente sua produção industrial.
Orquestra Sinfônica e Coral da Imprensa Oficial
A Imprensa Oficial dispõe de uma Orquestra Sinfônica e de um Coral, compostos
por servidores da entidade. Estas atividades musicais, que se prestam à interação
de seu quadro de pessoal, integram o leque de manifestações de comunicação social
da Imprensa – que, a partir do governo Itamar Franco, além de prestadora de serviço
ao Estado, também se consolida como agência de comunicação social.
Tecnologia de ponta
Atualmente, a Imprensa Oficial continua se aprimorando para oferecer produtos
e serviços de qualidade. Para tanto, já adquiriu sofisticados hardwares; desenvolveu
projetos para recebimento de matérias on line, editoração eletrônica e composição
automatizada; informatizou seus sistemas administrativos; e está colocando o “Minas
Gerais” disponível na Internet, além de se preparar para oferecê-lo em CD-ROM.
Mais ainda: adquiriu novos equipamentos que possibilitarão melhores produtos
gráficos bem como um jornal com maior qualidade de impressão.
Servidores
A Imprensa Oficial tem direcionado seus esforços para o desenvolvimento de políticas
de Recursos Humanos. O treinamento se tornou uma atividade prioritária e ininterrupta,
tanto na área de informática, quanto nas diversas atividades desenvolvidas no âmbito
da Imprensa Oficial e na área de relacionamento interpessoal. Novos projetos já
começaram a surgir no sentido de entrosar ainda mais o servidor aos procedimentos
de trabalho e tecnologias existentes.
Novas tecnologias
Hoje as matérias do jornal “Minas Gerais” chegam à Imprensa Oficial por meio
de computadores, facilitando enormemente o trabalho de impressão e garantindo maior
qualidade e fidedignidade aos leitores. A Imprensa Oficial do Estado de Minas Gerais
foi pioneira neste mister em todo o Brasil, assim como o foi em diversas atividades,
como dispor, na internet, o Diário Oficial de Minas Gerais na íntegra, evidenciando
assim como a área de informática foi incorporada de forma precursora na instituição.
Na atualidade, cada vez mais a informação é um mecanismo gerencial, um método
de gestão da coisa pública. Portanto, melhorar a capacidade de difusão informativa
da Imprensa Oficial é a contribuição que se pode e deve dar para obter a desejável
harmonia social, sonhada por todos.
Melhorar a qualidade desta informação, aprofundá-la, contextualizá-la, facilitar
seu entendimento pelo leitor, situando os fatos histórica e contemporaneamente,
esta é nossa tarefa primordial.
Perspectivas - E nossa missão não para aí
É grande ainda o comprometimento que temos com a cultura, o teatro, o cinema,
o coral, a orquestra, a galeria de exposições artísticas, a impressão de livros,
todas estas atividades já merecem desta administração a mais dedicada atenção.
A modernização para facilitar o acesso às pesquisas em exemplares antigos que
reproduzem atos e leis editados ao longo de 111 anos desta instituição está se tornando
finalmente uma realidade. O acervo todo será digitalizado com vistas, sobretudo,
à preservação desses originais, que constituem verdadeiro patrimônio histórico de
Minas Gerais, sendo elevados à categoria de museu.
E sob este prisma recorro a Guimarães Rosa – para informar que tudo será feito
à moda mineira, com o jeito de ser das gerais, a seu tempo e a sua hora.
Fonte:
Associação Brasileira de
Imprensas Oficiais
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